sábado, 22 de agosto de 2015

Nós estamos ou nós somos.


O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.
Jo. 13:7.



Nós estamos ou nós somos.
Nós estamos todos a mercê da era da informação, onde a comunicação tem sido a portadora de tudo de vantajoso, para proporcionar mais facilidades, diante das nossas buscas e descobertas, na vida nossa de todos os dias.
Enquanto estamos, não somos, e assim, vice-versa.
E o que está acontecendo conosco, em plena época desenfreada da tecnologia, cada vez maior, num processo crescente e surpreendente, é uma total abertura para o conhecimento dinâmico, na corrida acelerada para o desvendamento dos mistérios que se apresentam. E apesar de tentar, a ciência não consegue descobrir e resolver tudo. Muito embora a ciência tenha se multiplicado (Dn. 12:4); mas tem limites.
E tudo acaba ficando no campo das reticências, porque a era da informação, se tornou também a era da confusão, onde a linguagem da comunicação entre as pessoas, está cada vez mais diminuta, porque nós sabemos muito sobre o como, mas pouco sabemos sobre o por quê. E aí, caminhamos no campo delicado do perigoso mundo da curiosidade e da ansiedade, porque queremos saber o motivo, a razão de tudo que nos acontece e também o que acontece ao nosso redor, e na vida dos outros.
Queremos as respostas, por isso questionamos.
Precisamos de respostas, por isso criamos milhões de perguntas.
Não sabemos até quando vamos continuar perguntando, ou até que ponto iremos chegar com quantas perguntas.
Não sabemos até quando vamos continuar perguntando; ou até que ponto iremos chegar com tantos argumentos infundados, para gerar mais perguntas.
Uma coisa é certa, diante de tantas dúvidas e incertezas que surgem, de maneira galopante em nossa rotina de vida, que é sabermos que um dia tudo será definido.
E num tempo determinado de um dia chamado hoje (Hb. 3:13), nunca de um dia chamado ontem, ou de um dia chamado amanhã, estaremos vivendo, de modo regalado e sublime, o privilégio que temos, que é o de sermos filhos de Deus.

Nós estamos ou nós somos.
O verbo estar, apresenta transitoriedade, o verbo estar revela que tudo é passageiro, breve, rápido. E é sempre aplicado em situações que a rigor, nunca se tornarão ou se transformarão, em algo permanentemente estabelecido, porque estar é transitório. E o que é transitório, passageiro, jamais permanece.
Portanto, o que nos conduz ao estar, nos coloca numa desvantagem, até certo ponto irreversível, porque tudo que envolve o verbo estar acaba, finaliza, não tem jamais volta, não tem retorno. Pois, quando nós estamos, nós revelamos o quanto somos passageiros, efêmeros, e finitos.
O verbo ser, revela algo que nós buscamos dentro de nossa essência. E é um termo completamente definitivo.
O que somos, conseguimos entrar na dimensão maior do que Deus tem para cada um de nós.
Quando Deus se apresenta diante de Moisés, convocando-o a voltar ao Egito, para resgatar o seu povo da escravidão de Faraó, com uma idade avançada, tido como ultrapassado, pois tinha oitenta anos, Ele simplesmente refutou a Moisés, diante de tantas desculpas que lhe foram apresentadas por ele, dizendo, que Ele, O Grande Eu Sou, o estava enviando ao povo de Israel, para uma total libertação de quatrocentos e trinta anos de escravidão do Egito (Êx. 3:14).
Quando temos a convicção do que somos e da importância que temos, em todos os aspectos da vida, que Deus nos deu para vivermos, tudo torna-se amplificado e simplesmente simples para o nosso bem, porque na verdade, todas as coisas contribuem juntamente para o nosso bem (Rm. 8:28), ainda que tudo aparentemente seja tão contraditório ao que desejamos, ou sonhamos conquistar.

Nós estamos ou nós somos.
Na verdade, o que nós estamos, nos fragiliza, por ser passageiro, e efêmero, trazendo muitas dúvidas, incertezas, diante dos desafios espantosos e absurdos, que temos de viver no dia a dia.
O que nós estamos, acaba também nos trazendo insegurança e medos, pois nenhum de nós foi criado, para viver no impasse de circunstâncias amorfas.
A ideia geral do que nós estamos, conduz a vida nossa de todos os dias, a muitas outras situações que não acrescentam coisa alguma. Tornando-se muito difícil, qualquer objetividade e garantia do que traz o nós estamos.
E o que nós somos, ultrapassa o que é superficial do que temos; e sucumbe de modo definitivo com o que estamos. Pois, o que nós somos, sempre irá revelar de modo profundo a nossa essência, de maneira singela, onde nada pode ser mais importante do que o que nós somos revela, que é o nosso sentimento de adoração, que é a nossa resposta de amor, ao infinito e indescritível amor de Deus.
Quem nós somos, não precisa de máscaras, verniz, maquiagem ou disfarces.
Quem nós somos, é visto profundamente somente pelo Senhor Deus, que nos sonda e nos conhece. E conhece o nosso sentar e levantar, e de longe entende o nosso pensamento (Sl. 139:1-2).
Quem nós somos, na essência criada por Deus, para que esta essência inicie nos buscando a cada dia, por intermédio do Espírito Santo, é necessário admitirmos e assumirmos quem nós somos, em todos os momentos, sem titubearmos.
E a partir deste encontro, o que mais é importante, é construído em cada um de nós. E sem que ao menos percebamos, passamos a viver do que somos, não abrindo mão jamais disso, para sempre ter do Senhor Deus, o respaldo do que somos, que por causa da aliança estabelecida entre Deus e cada um de nós, tudo passa a ser cumprido, porque Deus é fiel em tudo que promete (Hb. 10:23), vendo e proporcionando a quem é obediente, o melhor desta terra (Is. 1:19), na vida que Ele nos deu para vivermos, nos concedendo e fazendo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera (Ef. 3:20).
Assim sendo, entre estar e ser, não há o que questionar para decidir, que o melhor da vida é ser, porque ser é para sempre, é eterno.
E o estar não acrescenta, atrofia o que tem uma tendência a ser estabelecido, porque estar é passageiro, é transitório, se acaba.
Jesus Cristo é o caminho, e a verdade, e a vida (Jo. 14:6).
Jesus Cristo é a porta (Jo. 10:9).
Jesus Cristo é a luz do mundo (Jo. 8:12).
Jesus Cristo é o pão da vida (Jo. 6:48).
Jesus Cristo é a água da vida (Jo. 4:13).
Jesus Cristo é o princípio e o fim (Ap. 1:8).
Jesus Cristo é o Alfa e o ômega (Ap. 1:8).
Jesus Cristo é. E por ser, não há mais nada definitivo do que Ele é: Eterno.
E tendo o Senhor Jesus Cristo se eternizado em nós, por intermédio do Espírito Santo, passamos a ter uma novidade de vida (Rm. 6:4).
E sendo Jesus Cristo eterno, nos confere de modo definitivo também a eternidade, fazendo-nos eternos nele.
Portanto, diante do que é ser, e isto é estabelecido pelo Eterno, nós somos sempre, para sempre, mais do que vencedores (Rm. 8:37.



Tenha uma vida de sempre ser.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

E a gente perde.


E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo.
Fp. 3:8.



E a gente perde.
Como entender e explicar, que a partir do momento que a gente nasce, a gente já começa a perder?
O homem, em sua essência, tem uma tendência natural de focar apenas para a sua vida, sempre, em todo o tempo, vitória.
Ninguém gosta de viver uma situação, já contando que irá perder. Pois, perder é algo muito ruim.
Por isso, o homem não admite sequer pensar em perder.
O homem quer vencer sempre. E por causa deste querer, ele investe todas as suas forças, lutando muito, numa crescente desenfreada, para vencer.
O homem não pode parar.
O homem não pode desistir.
O homem não pode perder.
O homem não pode recuar.
O homem não pode olhar para trás.
O homem não pode não poder.
O homem precisa manter firme o seu olhar, no que ele vitoriosamente irá conquistar.
Dentro da realidade humana, tudo que o homem busca fazer e realizar, é para alcançar o pódio. O homem quer sempre estar, chegar e ficar em primeiro lugar.
Diante de tantas circunstâncias completamente desconexas com tudo que o homem quer ganhar, conquistar, o que ele acaba fazendo é caminhando na contramão dos seus princípios; coordenando formas, jeitinhos, para conseguir ajustar o que ele quer que aconteça.
Entretanto, muitas vezes, o que ocorre é uma avalanche de coisas, imprevistos e mais imprevistos, que no fundo não são imprevistos, mas sim a vontade de Deus, por trás das cortinas, tornando as circunstâncias ainda mais difíceis.
Tudo isso, porque o homem, em sua autossuficiência, quer e acha que pode fazer e acontecer na sua vida, como se pudesse reger com muita audácia tudo que acha, tudo que deseja e anseia viver.

E a gente perde.
E a gente perde, quando pensa que está ganhando.
E a partir daí, a gente não consegue entender.
E a partir daí, a gente não consegue explicar.
E por essas e outras, a gente perde, sem querer perder.
E a gente tenta, para fazer acontecer o que tem de ser, o que a gente quer.
E nem sempre o que precisa ser feito para que tudo aconteça, acontece na prática.
E diante de tantas expectativas frustradas, a gente vê que a derrota é que acontece.
E o que fazer, diante da derrota, tão nítida e tão presente?
E a gente simplesmente não quer aceitar a derrota. Porém, a gente perde sempre, tentando ganhar; pois, no vai e vem da vida de todos os dias, existe uma constante renhida de ganhos e perdas.
E muitas vezes, não há como retroceder. E aí, a gente não pode parar, não dá para parar, não há como parar.
E a gente perde, mas precisa continuar, porque a vida continua. E o ritmo que a gente adquire na vida de todos os dias, é que a gente precisa saber viver.
Entretanto, como é que a gente vai saber viver, se a gente não aprender?
E o aprendizado que a gente passa a ter, nunca é quando a gente vence, mas sim quando a gente perde.

E a gente perde.
E a gente se acostuma a buscar formas, regras, que possam, de modo completo, satisfazer ao ego. E nessa busca do ego pelo ego, a gente vai criando um deus próprio, sem imaginar ao menos que este deus próprio, irá se transformar num inimigo ferrenho, e vai tentar, de todas as maneiras, destruir aquilo que há de mais belo, que é a essência que a gente tem de adorador ao Deus trino.
E a gente perde, quando pensa que está dominando todas as situações e tudo ao redor, inclusive as próprias emoções, na doce ilusão de que se a gente está na chuva é pra se molhar.
E a gente perde o amigo, que no fundo nunca foi amigo.
E a gente perde o pai e a mãe, que por causa das circunstâncias naturais da vida, se vão pra nunca mais voltar.
E a gente perde o irmão, a irmã, que se vão antes da gente.
E a gente perde o tio, a tia, o avô e a avó, que foram tão importantes na infância e no crescimento que a gente viveu.
E a gente perde o primo, a prima, o vizinho.
E a gente perde o inimigo, que por ser inimigo, sempre trouxe muito incentivo, com a sua inimizade e as suas críticas no dia a dia da vida da gente.
E a gente perde o emprego, o ônibus, o trem e o metrô.
E a gente perde o filme que ganhou o "Oscar" de melhor filme.
E a gente perde o direito de ser feliz, ao lado de quem ama, porque simplesmente a gente brinca demais, no momento que não era pra brincar.
E a gente perde um curso muito importante, por questões banais. Um curso que poderia mudar o rumo de tudo pra melhor.
E a gente perde o direito de coisas imprescindíveis, por não ter sabido reivindicar o que era direito da gente.
E a gente perde o que era devido, porque a vida é rápida, e muitas coisas não esperam, porque o tempo não para.
E a gente perde uma oportunidade de ouro, por tanta imaturidade; achando que outras oportunidades iguais ou melhores poderão surgir. E no entanto, não é isto que ocorre.
E a gente perde, por fazer escolhas erradas.
E a gente perde, por decidir precipitadamente.
E a gente perde, por achar que está certo. E com o passar do tempo, a gente descobre que não está.
E a gente perde, por achar que perder é derrota.

E a gente perde, porque perder faz parte da vida.
E a gente perde, porque a vida tem muito dessas coisas.
E a gente perde, na sensação lúdica de querer ganhar.
E a gente perde agora, pra poder ganhar depois.
E a gente perde, porque Moisés perdeu o direito de ser um Faraó, indo aprender por quarenta anos, na terra de Midiã, a ser do jeito que Deus queria que ele fosse (Êx. 3:1-22).
E a gente perde, porque o povo de Israel viveu uma peregrinação de quarenta anos no deserto, experimentando o auge dos milagres (Nm. 14:34).
E a gente perde, porque Davi viveu catorze anos sendo perseguido por Saul, para dar valor a posição maior de ser rei de Israel (II Sm. 5:4).
E a gente perde, porque o profeta Elias fugiu da morte, vivendo uma depressão acentuada, por causa da perseguição de Jezabel. E não experimentou a morte, sendo arrebatado ao céu num redemoinho (II Re.2:11).
E a gente perde, porque Paulo considerou todo o seu conhecimento como perda, por causa de Cristo (Fp. 3:8).
E a gente perde, porque Lázaro morreu, pra depois de quatro dias, ter a sua vida de volta, sendo ressuscitado por Jesus (Jo. 11:1-45).
E a gente perde, porque Jesus Cristo foi crucificado, chegando a ter uma morte vergonhosa, para que ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos. E assim, nos dar o direito de vida eterna com Ele (Jo. 3:16).
E a gente perde, mas na verdade a gente nunca perde, porque sobre todas as coisas, sempre, a gente é mais do que vencedor, por Cristo Jesus, que muito ama a gente (Rm. 8:37).



Tenha uma vida de aprendizado.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vida de umbigo.


Cristo vive em mim.
Gl. 2:20.



A vida tem o gosto que a gente coloca nela.
Pra muitos, a vida tem gosto de chocolate.
Pra outros, a vida tem gosto de coca-cola.
Pra alguns, a vida tem gosto de pizza.
Pra alguns, a vida tem gosto de saudade, que é um sentimento que aparece por causa do amor.
Saudade é um sentimento sentido por quem ama.
E normalmente, a saudade é uma dor, considerada uma dor gostosa de sentir.
A saudade surge por alguém amado que está distante da gente; e muitas vezes nunca mais a gente volta a ver e conviver.
E ainda existem aqueles que consideram a vida amarga, dura e decepcionante.
Entretanto, o que dizer da vida, que tem e traz apenas uma proposta para todos que vivem, a mercê de tantas esperanças, com sonhos mil, buscando realizar o que desejam, custe o que custar?
Outros têm a vida como uma vida desgostosa, não tem gosto.
Enfim, a vida é mesmo assim. Diante da visão de cada um de nós.
Diante das propostas da vida nossa de cada dia, o que vale ressaltar, é que a vida tem como proposta maior para cada um de nós, que é viver, tendo sempre na busca do que é mais simples, o segredo de ser feliz.
Entretanto, apesar de toda a proposta da vida ser tão simples; e tudo parecer ser tão fácil aparentemente, existe um recurso humano, que acaba sendo um dispositivo para dificultar, o que é aparentemente tão simples, que virou moda nos dias de hoje. Aliás, acabou virando rotina para a maioria das pessoas. E criou-se a célebre frase: Pra que facilitar, se podemos dificultar?
Na verdade, o que fica mais do que notório, evidenciando a completa ausência do amor e do respeito humano entre as pessoas, é que o ser humano assumiu totalmente viver uma vida de umbigo.

Vida de umbigo, é o tipo de vida que a maioria das pessoas está vivendo, de modo intenso e constante.
Vida de umbigo, é uma classificação dada a um tipo de pessoa que vive única e exclusivamente a vida dela, não se importando para o que o seu próximo esteja passando; e nem sequer quer algum envolvimento de participação, procurando se esquivar, pra não ter que causar algum efeito de ajuda.
Vida de umbigo, é uma vida egoísta, de visão totalmente egoísta, onde tudo que importa na vida de quem tem este tipo de vida, é ele e ele só.
Além de haver um sentimento de possessividade desenfreado, numa utilização intensa e constante do pronome possessivo meu e minha.
Vida de umbigo é vida do meu, minha.
É o meu carro.
É a minha casa.
É a minha moto.
É a minha bicicleta.
É o meu emprego.
É a minha profissão.
É a minha posição.
É o meu diploma.
É a minha cor.
É a minha beleza.
É a minha história.
É o meu mundo.
Enfim, uma pessoa que vive uma vida de umbigo, simplesmente não consegue ver ninguém na sua frente, não é capaz de sentir a dor do outro, não quer se envolver com nada que ela possa ter de dispensar do seu precioso tempo, que não seja pra ela mesma.
Uma vida de umbigo, é uma vida que está longe de viver, o mandamento que Jesus ordenou, que foi o de amar ao seu próximo, como se fosse a si mesmo.
É, parece até brincadeira, mas as circunstâncias piores, de uma vida de umbigo, estão sendo vividas no meio do povo de Deus. Pois, uma vida de umbigo, é uma vergonha para o evangelho vivo e eficaz de Jesus Cristo.
Uma vida de umbigo, não procura o que é bom, mas, apenas o que é conveniente.
Uma vida de umbigo, não se importa se o próximo está com fome. O que importa é ele estar bem alimentado.
Uma vida de umbigo, só procura benefício próprio; nunca estendendo a mão para ajudar o seu próximo.
Uma vida de umbigo, nem se importa se o seu próximo está lutando pra vencer. Ele quer ser o tal, comendo quente, cru e passando muito mal.

Muitos têm uma vida doadora, participativa. Porém, devido a alguma frustração, passam, de repente, a ter também uma vida de umbigo, não querendo saber de nada nem de ninguém.
Uma vida de umbigo, é o seu mundo pelo seu mundo, é a sua vida pela sua vida, é simplesmente o tudo versus tudo pra ele, somente pra ele. Enfim, é a mediocridade plena, de quem não sabe o que é realmente a vida linda que Deus concedeu para cada um de nós viver, admitindo e assumindo um sentimento doador, que é o verdadeiro sentido da vida.
O profeta Elias, apesar de ter sido um profeta tão ousado, a ponto de ter desafiado os profetas de Baal e de Asera, no Monte Carmelo, onde clamou ao Senhor Deus, para que fosse enviado do céu fogo, para consumir um holocausto cheio de água, o que de fato aconteceu (I Re. 18:22-46). Um profeta que se destacou por sua intimidade e comunhão com Deus, teve um momento de limite, devido a uma perseguição da rainha Jezabel, que afirmou que iria matá-lo.
A partir deste momento de limite, deprimido, cheio de medo, o profeta Elias, passou a viver uma vida de umbigo, dizendo ao Senhor Deus, que só havia ficado ele como servo. E diante das suas lamúrias, ele não queria mais saber de nada, queria apenas viver pra ele e ele só.
Deus ouviu o profeta Elias, esperou que ele acabasse de reclamar, com sua vida de umbigo, e o interrompeu dizendo que não tinha como ele ficar com a sua vida de umbigo, pois ainda havia muita coisa a ser feita. E além do mais, ele estava equivocado, em relação a ter ficado sozinho; pois ainda havia sete mil que não tinham dobrado os seus joelhos a Baal (I Re. 19:1-21).
Enfim, uma vida de umbigo, não consegue ver além dos limites que a sua vida egoísta coloca.
Todos nós estamos sujeitos a ter e viver uma vida de umbigo.
Até o profeta Elias, num momento de profunda crise existencial, teve uma fuga para uma vida de umbigo.
Cabe a cada um de nós, procurar ver onde estamos nos limitando, repetindo o que não devemos repetir, para não passarmos a ter uma vida de umbigo.
Nós temos uma necessidade desenfreada de viver o que é novo. Por isso, o Apóstolo Paulo diz que temos novidade de vida (Rm. 6:4), estando em Cristo, somos novas criaturas; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (II Co. 5:17). E Jesus Cristo diz: Eis que faço novas todas as coisas (Ap. 21:5).
Portanto, o mais importante é viver, viver e viver uma vida livre em Cristo Jesus. Sabendo que existem outros umbigos, não somente o seu.



Tenha uma vida doadora.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

O dito pelo não dito.


O que está escrito na lei?
Lc. 10:26.



As pessoas têm o hábito de viver uma vida, dentro do que é estipulado. E muitas vezes, acabam também criando as suas frases, que se tornam doutrinas; os seus jargões, que se tornam leis; as suas mentiras, que se tornam verdades; e os seus erros, que são sempre justificáveis, se tornando o registro das desculpas.
E a partir daí, sempre surgem situações inusitadas, onde as propostas são reveladas, no contexto do que pode ser resolvido bem rápido, porque a realidade humana, é de uma vida rápida, porque o mundo está na pauta da geração fast food.
Diante desta realidade, que mais parece um mundo envernizado, as pessoas vão indo e vindo, sem saberem ao certo o que fazer, ou como fazer.

Dizem por aí, que o homem é que define o que quer viver e como viver. Enfim, é o homem que define a sua vida, com as suas escolhas; e consequentemente, as consequências que viverá, por causa de suas escolhas.
Se o homem tivesse a capacidade de definir a sua vida, certamente poderia ser eliminado de vez de sua vida, de modo bem incisivo, a presença de Deus; e não caberia em momento algum, a direção de fatos e resoluções pelo Senhor Deus, pois a sua autossuficiência comandaria e resolveria tudo.

Dizem por aí, que nos dias de hoje, o homem precisa se antecipar e fazer acontecer, como se ele, num piscar de olhos, pudesse criar algo mágico, para que a sua vida passasse a ficar bela e maravilhosa.
Existem circunstâncias na vida nossa de todos os dias, que não podemos modificar mesmo. E se nós nos anteciparmos, achando que temos a total capacidade de fazer acontecer, poderemos nos atropelar em nossas convicções e em nossos critérios. E aí, o que poderia ser maravilhoso, sem o respaldo da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, passa a ser caótico.

Dizem por aí, que o melhor caminho, é aquele que o homem caminha sem receio algum de chegar onde tem de chegar.
E a partir daí, o homem foge do caminho estreito, que é o caminho das dificuldades, das impossibilidades, do choro e da tristeza; procurando sempre o caminho largo, das facilidades e da praticidade, onde o que importa é conquistar o que ele quer conquistar.
Na verdade, o melhor caminho se chama Jesus Cristo (Jo. 14:6). É o caminho que conduz à vida eterna, onde por intermédio do que o Senhor Jesus é e faz com o homem, exercendo nele um processo de mudança e transformação inexplicável, para que o seu nome seja glorificado na vida do homem, em tudo que ele viver, a vida dele passe a ser um testemunho vivo do poder divino.

Dizem por aí, que existem coisas que podem ser vividas do jeito que o homem quer, porque a Bíblia foi escrita para uma época que já passou. e hoje não tem nada a ver fazer o que quer. Depois, é só pedir perdão, que Deus perdoa, porque Deus é amor.
A ideia absurda de que a Bíblia foi escrita para uma época, que já foi ultrapassada, é a maior prova de falta de temor ao Senhor e à sua palavra, que contém a sua voz.
A palavra de Deus é a voz de Deus. E é nova a cada manhã, fazendo valer o que Deus é: Eterno.
Por isso, a palavra de Deus, é mais atual e plena, do que qualquer outro livro.
E dentro da realidade de Deus para o homem, não há como ele achar que os seus pecados vividos nos dias de hoje, não são mais pecados, porque não tem mais nada a ver.
Esta frase de não tem nada a ver, é uma frase do diabo, que sutilmente exerce com muita inteligência, o ludíbrio na vida do homem, tentando levá-lo ao caos definitivo, sem chance de retorno.

Assim sendo, se o homem não quiser viver, dentro dos moldes que trazem total liberdade para a sua vida, que é Jesus Cristo, vivendo dissolutamente, segundo os seus critérios e as suas convicções, certamente ele se transformará numa pessoa sem vida, um vivo morto, longe e totalmente perdido no caminho; e o que é pior, sem chance alguma de conquistar vitoriosamente o reino celestial.



Tenha uma vida de viver o que está escrito.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pegando o bonde andando


Eu sei em quem tenho crido.
II Tm. 1:12.



É muito difícil ter de entender certas circunstâncias vividas, quando na verdade, a gente rejeita completamente tais circunstâncias.
Ninguém quer, nunca quer, jamais quer, passar por situações adversas.
Todos querem viver a lei das facilidades.
E com essa rejeição, em torno das adversidades e o anseio de conquistar sem esforço, o que queremos é pegar o bonde andando, onde a gente quer fazer parte da conversa, dar conselho, opinião, entrar no controle de todas as coisas, sem ao menos entender ou saber o que foi tratado anteriormente.
E esta não é apenas uma característica de alguns, mas de muitos.
E aí, a gente fica a mercê de muitas expectativas, onde são geradas as hipóteses, conjeturando em torno disso ou daquilo, como se a gente pudesse alterar, interferir, interromper ou definir alguma outra coisa, que fizesse mudanças. E assim, de modo surpreendente, passamos a viver de acordo com o que desenhamos em nossa mente.
Entretanto, a vida tem uma excelência de feituras, onde em suas propostas, existem desafios, muitas vezes quase impossíveis de superação. Pois, o que queremos é que tudo aconteça logo, num passe de mágica, num piscar de olhos, porque não gostamos de esperar.
Nós sempre somos inclinados às facilidades. É a lei do menor esforço, que é o nosso lema. Porém, muitas e muitas vezes, vamos pegando o bonde andando.
Na essência da frase, quando vamos pegando o bonde andando, vamos chegando no meio de uma situação, e queremos que tudo seja definido, resolvido, sem ao menos sabermos o início de tudo. Pois, o início de tudo, a origem de tudo, quem realmente conhece e sabe é o Senhor Deus.
Por isso, somente cabe ao Senhor Deus a definição de todas as coisas.
Entretanto, parece que isso passa longe de nossas mentes, quando estamos a mercê de ficar pegando o bonde andando.

Pegando o bonde andando.
Não há como fugir destas tentativas de querer saber, querer conhecer, querer que tudo seja bem fácil, querer correr com o amanhã, enquanto o amanhã ainda nem existe.
Enfim, nós somos assim. Temos a mania de pegar o bonde andando.
Nunca sabemos até que ponto podemos ir, mas queremos ir.
Nunca imaginamos que logo logo a morte chega, e leva alguém tão amado do nosso convívio, mas isso sempre acontece.
Nunca sabemos se alguém tão amigo é essencialmente amigo, ou está apenas envernizado de amigo.
Nunca sabemos, em que ponto podemos parar, para que o Senhor Deus comece e defina todas as coisas.
Nunca pensamos que iremos perder; pois só conseguimos ver vitória. Porém, as perdas fazem parte de todo um trajeto de conquistas vitoriosas. As perdas, na verdade, preludiam a vitória.
Nunca queremos mostrar quem somos, mas o que temos.
Nunca imaginamos ser hipócritas; mas diversas vezes, nos deparamos com a hipocrisia estampada em nosso rosto, por causa das investidas convenientes, que somos, muitas vezes, obrigados a viver, a nos submeter.
Nunca queremos admitir que estamos errados em alguma situação vivida, ou que somos os culpados por determinada fala ou atitude, que surtiu um efeito tão ruim. Porém, várias vezes, somos surpreendidos conosco mesmo, errando, sendo injustos, cometendo coisas reprováveis; como se fôssemos os juízes das pessoas. Jogando pedra no telhado do próximo, sendo que o nosso telhado é de vidro.
Nunca queremos pegar o bonde andando, mas sempre estamos a mercê de pegar o bonde andando.
Nunca devemos dizer nunca, porque o nunca acaba estando presente e acontecendo em nossas vidas.

Pegando o bonde andando.
Muitas vezes, queremos chegar logo.
Não queremos esperar, porque esperar envolve o tempo, que é sempre muito demorado aos nossos olhos; e tempo é algo muito precioso, que nunca queremos perder.
Muitas vezes, queremos chegar logo. Porém, todo o processo que passamos no percurso, é muito importante.
Mesmo que o processo seja sofrido e cause muita dor, é importante, é necessário.
E assim sendo, devemos passar, entender e valorizar a nossa chegada, onde temos de chegar.
Não queremos obedecer, na verdade. Porém, obedecer envolve sempre fazermos aquilo que não queremos.
E por não fazermos o que queremos, por uma questão de obediência, vamos ganhando espaço, adquirindo regalias diante de Deus.
Então, o que vale mais, dentro da realidade da obediência, é de fazer o que não quer, para que não sejamos reduzidos à posição de ficar pegando o bonde andando.
Deus quer que vivamos, numa postura firme de sabermos em quem temos crido (II Tm. 1:12).
Deus quer que estejamos aptos a entender e a aceitar a sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm. 12:2).
Deus quer que nós tenhamos uma fé consciente e inteligente, sabendo que todas as coisas que nos acontecem, contribuem juntamente para o nosso bem, sempre (Rm. 8:28).
Deus quer que nós o sigamos, dentro da realidade dos atributos de seu caráter, que estão inseridos nas virtudes, que constituem o fruto do Espírito (Gl. 5:22).
Deus quer que nós o imitemos, perseverando na fé até o fim (Mt. 24:13).
Deus quer que nós andemos como Ele é, em amor (Ef. 5:2).
Deus quer que aprendamos com ele a ser mansos e humildes de coração, para encontrarmos descanso para as nossas almas (Mt. 11:29).
Deus quer que nós tenhamos uma vida viva, com novidade de vida (Rm. 6:4).
Deus quer nos levar para o céu, para que nós estejamos para sempre com Ele (Jo. 14:3).
Assim sendo, o que Deus quer, Ele decide, define, coordena e conclui. E ninguém pode sequer imaginar de impedir a sua vontade, porque Ele é soberano. E operando o Senhor Deus, quem impedirá? (Is. 43:13).
Portanto, não adianta pegar o bonde andando, e querer fazer e acontecer, querer mudar as coisas, decidindo e definindo, segundo os achismos medíocres que surgem.
Deus é Deus sempre. E Ele nunca deixará de ser Deus.
E de tudo que envolve a vontade de Deus, em nossas vidas, existe apenas uma coisa que precisamos entender, que é que Ele sempre sabe o que faz.



Tenha uma vida de não pegar o bonde andando.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

terça-feira, 14 de julho de 2015

E a gente pergunta.


Todas as coisas contribuem para o bem.
Rm. 8:28.



E a gente pergunta.
E as perguntas surgem muitas vezes.
E as perguntas surgem poucas vezes.
E as perguntas são intensas e constantes.
Muitas e muitas vezes sem querer, mas sempre surgem.
Porque a gente pergunta, por saber que perguntar é algo inerente a cada um.
E a gente pergunta, porque o homem vive para perguntar.
Perguntar faz parte de todo o contexto da vida.
E assim a vida segue o seu rumo, na pauta de uma pergunta condicionada ou criteriosa. Porém, é uma pergunta que não quer se calar jamais.
E a gente pergunta sempre. E a pergunta vem, porque a gente quase sempre não entende coisa alguma, de tudo que acontece, na rotina do dia a dia.
E a gente pergunta, porque a gente sabe que não é fácil. Porém, o que não é fácil, pode ficar mais difícil; e até chegar na classificação do impossível.
Por isso, e por muito mais do que isso, a gente pergunta, cada dia de uma vez, cada dia mais e mais.

E a gente pergunta.
E a fantasia que a gente coloca no cenário vivido, ajuda um pouco a enganar o momento, que é muito adverso e difícil de suportar.
E a gente pergunta.
Para não perder o fio da meada.
E a gente pergunta.
Para não ficar monótono.
E a gente pergunta.
Para ter algo a questionar sempre e demasiadamente.
E a gente pergunta.
Para não deixar que haja surpresas.
E a gente pergunta.
Para que todos entendam que a gente não está dormindo.
E a gente pergunta.
Para que tudo possa ser concluído, do jeito que a gente pensa que deve ser.
E a gente pergunta.
Diante de todas as oposições aparentes.
E a gente pergunta.
Diante de todos que estão a favor.
E a gente pergunta.
Mesmo com todo o amor e carino.
E a gente pergunta.
Mesmo com todo o rancor e sentimento de vingança.

E a gente pergunta.
Sabendo que muitas vezes não haverá resposta.
Porque, quando a gente pergunta, normalmente, a gente foge de qualquer culpa ou condenação própria.
E a gente pergunta, porque a gente quer sempre ser justificado, inocentado, absolvido.
E a gente pergunta, para ver quem é quem ao redor, ou distante.
Não importa o que haverá de resposta. Pois, a gente sempre fica a mercê de colocar nas reticências, uma pergunta ou mais, dependendo dos fatos que estejam acontecendo no momento.
E a gente pergunta, porque a gente nunca sabe de tudo.
E a gente pergunta, porque a gente nunca sabe até onde pode ir o próximo, com suas falas envernizadas e hipócritas, fingindo que é bom, mas destilando veneno pela boca, tentando engolir a gente de uma vez.
E a gente pergunta, porque está escrito, no contexto da história da vida de cada um, o tempo determinado, para tudo começar e tudo acabar, inclusive a vida da gente.
E a gente pergunta, porque perguntar faz parte de uma curiosidade nitidamente existente, na vida de cada um. E não há como fugir do que é comum na vida da gente.
E a gente pergunta, porque nem sempre a história vivida, quer revelar um pouco o que pode surgir no depois. E a gente quer sempre saber do depois.
E a gente pergunta, mesmo com toda a possibilidade de não haver resposta.

E a gente pergunta.
Talvez nunca haverá a resposta que a gente quer ouvir.
Talvez surjam todas as respostas, mesmo aquelas que a gente não perguntou.
E a gente pergunta.
Mesmo que tudo aparentemente possa revelar que não vale a pena, a gente continua perguntando. Porque perguntar, traz a possibilidade de uma continuidade. E a gente precisa continuar.
É necessário continuar, com todas as possibilidades e impossibilidades, com todos os medos e com todas as ousadias, com muita estrutura ou sem estrutura alguma, com todos os começos e fins.
E a gente pergunta, dentro de todo o contexto, da maior realidade vergonhosa apresentada a toda a humanidade, que foi o sacrifício de Jesus Cristo, na cruz do calvário.
E a gente pergunta, porque quando parecia que estava tudo perdido, e não havia mais sonho para sonhar, Jesus Cristo simplesmente ressuscitou.
E a gente pergunta, mesmo sabendo que nem sempre Deus responde. Quase sempre Ele fica em total silêncio, para que a gente aprenda também, que é muito importante a gente ficar quieto. A gente precisa ficar silencioso.
Portanto, ainda que muitas coisas ou tudo, mostre que chegou o fim, e a gente fique e continue perguntando, é Deus quem dá a última palavra.
E a gente pergunta.
E a gente pergunta.
E a gente pergunta.



Tenha uma vida diferenciada.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!

sábado, 11 de julho de 2015

É vida que segue.


Já não vivo eu.
Gl. 2:20.



É vida que segue.
Simplesmente viver é o lema, na simplicidade mais do que simples, na vida nossa de cada dia.
E no verbo de uma poesia, com rimas e versos, algo começa a acontecer.
E é sempre numa história escrita, sempre de maneira muito bela, porque a escrita é feita pela mão de Deus.
Às vezes, a história é entendida e aceita por nós, porque combina com o que desejamos.
Às vezes, ou muitas vezes, sem entendimento algum, porque tudo parece fugir a uma lógica e parece que os acontecimentos estão na contramão da nossa vontade.
Mas, mesmo assim, com toda a resistência, apesar de tudo e apesar de nós, é vida que segue.

É vida que segue.
E dentro da vida nossa de todos os dias, muitos chegam e muitos se vão.
Uns chegam pra ficar, outros se vão para nunca mais terem de voltar.
E como entender as perdas?
E como entender, que diante das perdas, na verdade, tudo fica muito propenso a um aprendizado e a uma nova história, envolvendo a conquista de vitória, que está tão intrínseca, em tudo que está sendo vivido?
Como saber e como entender?
À medida que vamos crescendo nas circunstâncias vividas, por causa dos aprendizados, vamos vendo e vivendo o que é preciso viver, não o que queremos viver.
E assim, é vida que segue, na proposta de viver cada dia de uma vez.

É vida que segue.
A grandeza do que é necessário realizar, para que haja as mudanças devidas, no que é mais do que pode ser, vamos acreditando em torno de tudo que vai sendo construído ou reconstruído.
Por isso, é importante entender que para que a reconstrução aconteça, é necessário desconstruir muitas coisas em nós.
E essas desconstruções trazem, quase sempre, muita dor.
E para que isso, seja um registro sedimentado, vamos sendo moldados, dentro dos critérios divinos, onde são consolidados os seus recursos em nossas vidas. E normalmente, os recursos do Senhor Deus, são riquezas inestimáveis, que se alinham, de modo harmonioso, à sua boa, agradável e perfeita vontade (Rrm. 12:2).

É vida que segue.
Nada pode ficar a mercê do nada versus nada.
Nada pode ficar a mercê do que não pode ser.
Nada pode ser tão complicado, como muitas vezes, aparentemente é revelado.
Nada pode ser tão pequeno, diante da grandeza do poder de Deus.
Nada pode ir mais do que pode ir, pois há um limite, um basta estipulado e estabelecido por Deus.
Nada pode dar mais esperança, do que a própria certeza que temos, de que tudo sempre dá certo, quando o Senhor Deus está no controle de todas as coisas em nossas vidas.
Nada pode ser mais simples, do que a própria simplicidade que a vida propõe para cada um de nós viver.

É vida que segue.
A harmonia linda de uma melodia divina, bem afinada a todo o contexto de sua voz, que é poderosa e ecoa a vitória, mesmo que seja no deserto e estejamos desérticos.
É vida que segue para cada um de nós.
É vida que segue, com uma canção que gostamos de ouvir.
É vida que segue a cada momento, no impacto dos segredos de Deus, que vão sendo desvendados no dia após dia.
É vida que segue, com todo o ímpeto que lhe é peculiar.
É vida que segue, com um sentido maior e melhor, que nos ensina que viver é preciso, acima das circunstâncias, num sentimento de superação.
Viver é preciso, acreditando que tudo pode dar certo, quando acreditamos, simplesmente acreditamos.
Viver é preciso, porque a vida é breve, é uma só.
Viver é preciso, porque o milagre da vida não se repete.
Viver é preciso, dando um valor extremo a cada momento, que é único e se eterniza.
Viver é preciso, porque a eternidade nos espera, para continuarmos.
Viver é preciso, porque é vida que segue.



Tenha uma vida que segue.
E que Deus lhe abençoe muitíssimo!